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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Telescópio da ESA revela reservatório de água em torno de estrela


Ilustração de um artista do disco de gelo ao redor da jovem estrela TW Hydrae, situada cerca de 175 anos-luz de distância, na constelação de Hydra. Foto: ESA/Nasa/JPL-Caltech/Divulgação
Ilustração de um artista do disco de gelo ao redor da jovem estrela TW Hydrae, situada cerca de 175 anos-luz de distância, na constelação de Hydra
Foto: ESA/Nasa/JPL-Caltech/Divulgação

O telescópio Herschel da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) encontrou evidências de vapor de água proveniente de gelo em grãos de poeira ao redor de uma estrela jovem, revelando um reservatório de gelo escondido do tamanho de milhares de oceanos. A estrela TW Hydrae, que possui entre 5 e 10 milhões de anos de idade e apenas 176 anos-luz de distância, está na fase final da formação.
Acredita-se que uma grande proporção da água da Terra pode ter vindo de gelo carregado de cometas que bombardearam nosso mundo durante e após sua formação. Estudos recentes do cometa 103P/Hartley 2 com o Herschel lançaram nova luz sobre como a água pode ter vindo para a Terra. Até agora, porém, quase nada se sabia sobre reservatórios em discos de formação planetária em torno de outras estrelas.
A água detectada no disco em torno da TW Hydrae poderia ser uma rica fonte de água para quaisquer planetas que se formam perto desta estrela jovem. Os cientistas fizeram simulações detalhadas, combinando os novos dados com observações terrestres anteriores, e calcularam o tamanho dos reservatórios de gelo nas regiões de formação planetária. Os resultados mostram que a quantidade total de água no disco em torno desta estrela encheria vários milhares de oceanos da Terra.
Esta pesquisa abre novos caminhos na compreensão da origem da água no planeta. "Com o Herschel, podemos seguir o rastro de água por todas as etapas de formação estelar e planetária", explica Göran Pilbratt, cientista de Projeto Herschel.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Satélite de 1.6 tonelada deve reentrar na atmosfera no domingo




A exemplo do que ocorreu recentemente com o satélite estadunidense UARS, o satélite alemão ROSAT também deverá reentrar na atmosfera terrestre nos próximos dias. O equipamento tem 1.6 toneladas e por possuir materiais altamente densos e resistentes, produzirá lixo espacial com alto poder de impacto na superfície.

Lançado em junho de 1990 da base de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, Rosat é um telescópio espacial de raios-x que produziu importantes dados científicos até fevereiro de 1999, quando deixou de operar. Foi batizado com esse nome (Röntgensatellit) em homenagem ao físico alemão Wilhelm Röntgen, que em novembro de 1895 produziu pela primeira vez radiação eletromagnética nos comprimentos de onda dos raios-X.
Quando foi colocado em órbita Rosat mantinha a altitude nominal de 580 km e em julho de 2011 esse valor já havia caído para 315 km. Em setembro, a altitude era de apenas 280 km e as primeiras estimativas de reentrada mostravam que a ruptura ocorreria em 11 de outubro. Agora, cálculos feitos pelo Apolo11 indicam que a reentrada ocorrerá próximo às 22 horas (BRT) de 23 de outubro, quando a nave estiver a 135 km acima do nível do mar.
Em 19 de outubro ROSAT já se encontrava a 218 km de altitude, tendo caído aproximadamente 15 km em menos de 24 horas.
De acordo com a agência espacial alemã, um total de 1.6 toneladas de fragmentos deverá resistir à reentrada, já que são formados por vidro e fibra de carbono, altamente resistentes ao calor. Por ser um telescópio, a principal peça do equipamento é o espelho primário, com peso aproximado de 400 quilos. Após reentrarem, essas peças cairão em queda livre, a uma velocidade estimada de 450 km/h.


ROSAT tem órbita inclinada em 52 graus, muito parecida com a do UARS, que reentrou na atmosfera em setembro. Assim, o satélite deverá cair entre as latitudes 52.00N e 52.00S, com o Brasil novamente na rota dos destroços.O aplicativo de rastreio SATVIEW mostra a posição atual do satélite e permite estimar quando o mesmo passará sobre sua localidade dentro de 5 dias. Mesmo se você estiver fora do Brasil também é possível prever sua rota. Além disso, o aplicativo tem um chat à disposição dos usuários, que poderão conversar sobre o evento. Para acessar o SATVIEW, clique aqui .


fonte:
 

Rússia quer que estação espacial funcione por mais tempo


iss, estação espacial internacional, 700 525

A Rússia propôs nesta terça-feira (18) o prolongamento em oito anos no funcionamento da ISS (Estação Espacial Internacional), que iniciou suas operações em 1998 e tem fechamento previsto para 2020. A estação é um laboratório que fica a cerca de 400 km da Terra.
Alexei Krasnov, chefe do programa de cosmonautas da agência espacial russa, a Roscosmos, diz que “os especialistas têm diante de si a missão de estudar uma proposta importante, como garantir o funcionamento da ISS em órbita durante 30 anos”
A iniciativa russa recebeu imediatamente o apoio do diretor de operações da Nasa (agência espacial americana), Mark Polanski, e dos representantes da Agência Espacial Europeia (ESA), segundo as agências de notícias russas.
Para Polanski, a estação terá nos próximos anos um papel importante como “trampolim” para os voos à Lua, Marte e outros lugares do espaço.
Estava previsto que a ISS fosse aposentada em 2015, mas a Rússia e os outros 15 países financiadores da plataforma insistiram na importância de prolongar sua vida útil. Além da Rússia, Estados Unidos, Japão, Canadá e 12 países-membros da União Europeia (UE) também participam do projeto.
Os primeiros astronautas pisaram na plataforma no dia 2 de novembro de 2000, de maneira que a ISS já superou o recorde estabelecido pela estação russa MIR, de nove anos e 257 dias com presença humana.

Fonte:  R7.COM

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Asteroide tem montanha que mede três Everest



São Paulo- A Nasa anunciou esta semana que o asteroide gigante Vesta possui uma montanha quase três vezes o tamanho do monte Everest. 
No polo sul do corpo, o morro alcança mais de 22 km acima da superfície média ao seu redor.
A imagem foi obtida com dados da nave Dawn, da Nasa, que desde junho orbita o asteroide. A foto foi criada com um modelo do Vesta com resolução de 300 metros por pixel; a escala vertical é 1,5 vezes a da horizontal.
Esta semana, membros da equipe Dawn discutem as descobertas em uma conferência em Minneapolis, nos Estados Unidos.
Com 530 km de diâmetro, o Vesta é o segundo maior objeto do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e, acredita-se, é a fonte de muitos meteoritos que caem na Terra. Para efeito de comparação, a Lua possui 3.478 km de diâmetro.
A 16 mil km da sua superfície, a nave Dawn enviou dados sobre o asteroide para a Terra, numa viagem de até 188 milhões de km. A nave da Nasa foi lançada em setembro de 2007 para estudar o corpo celeste durante um ano antes de partir para seu segundo destino: Ceres, um planeta anão e o maior objeto do cinturão, com 930 km de diâmetro. O objetivo é obter informações sobre os primórdios do sistema solar e a formação dos planetas.

FONTE:

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Observação astronômica celebra semana mundial do espaço em Maringá

 

Pulsar de Caranguejo emite raios gama acima do previsto

 

Pulsar de Caranguejo emite raios gama acima do previsto

Ajustando os modelos
Em maio deste ano, astrônomos localizaram uma erupção inédita de raios gama na Nebulosa do Caranguejo.
Agora eles descobriram que essa emissão de raios gama, vindo do pulsar no centro da nebulosa, seria considerada "impossível" pelos modelos atuais.
O pulsar está emitindo em energias que superam em muito as previsões dos modelos teóricos de pulsares.
As emissões atingem 100 bilhões de elétron-Volts (100 GeV).
"Estes resultados colocaram novas restrições sobre o mecanismo de como a emissão de raios gama é gerada," afirmou Nepomuk Otte, da Universidade da Califórnia.
Pulsar de Caranguejo
A Nebulosa do Caranguejo é uma estrela de nêutrons em rápida rotação, o núcleo colapsado de uma estrela gigantesca que explodiu em uma supernova espetacular no ano de 1054, deixando para a história a brilhante nebulosa e, em seu centro, um pulsar que gira 30 vezes por segundo.
O pulsar possui um fortíssimo campo magnético, que gira com ele, emitindo feixes de radiação, que aparecem aqui na Terra como se o pulsar fosse um farol marítimo.
Antes destes novos resultados, um fenômeno conhecido como radiação de curvatura era a principal explicação para a emissão de raios gama do pulsar de Caranguejo.
A radiação de curvatura é produzida quando uma partícula carregada de alta energia se move ao longo de um campo magnético curvo. Mas, de acordo com os cientistas, este mecanismo não pode ser responsável por raios gama com energias acima de 100 GeV.
Possíveis explicações
Uma possível explicação está em um processo conhecido como espalhamento inverso de Compton, que envolve a transferência de energia de partículas eletricamente carregadas para fótons.
"Este parece ser o cenário mais provável agora, mas nós ainda não sabemos os detalhes de como isso funciona," disse Otte.
Também não está claro se apenas um processo impera em toda a emissão de raios gama, ou se a radiação de curvatura domina nas energias mais baixas e algo como o espalhamento inverso de Compton domina nas energias mais altas.
Os cientistas afirmaram que vão tentar esclarecer o enigma com mais observações, mas pode ser que isso não seja possível e exija um novo telescópio, mais adequado para a tarefa.

FONTE:

Órbitas de 3 planetas são definidas após revisão de dados do Hubble

Uma revisão de dados colhidos pelo Telescópio Espacial Hubble em 1998 revelou as órbitas de três planetas fora do Sistema Solar. O anúncio da descoberta foi feito na quinta-feira pela agência espacial norte-americana (Nasa). Um estudo sobre o tema será divulgado na publicação "Astrophysical Journal".
São conhecidos quatro planetas ao redor da estrela HR 8799, que está a 130 anos-luz de distância do Sol (aproximadamente 1,2 quatrilhões de quilômetros).
Os corpos foram descobertos entre no final da década de 2000, após pesquisas no observatório W. M. Keck e no telescópio Gemini North, ambos localizados no Havaí. Eles não foram encontrados em 1998 pois ainda não eram conhecidas as técnicas usadas atualmente para a detecção desses astros.
Planetas fora do Sistema Solar costumam ser detectados apenas pela influência que exercem na trajetória das estrelas que orbitam e não são fotografados, já que estão muito longe da Terra.
Mas no caso do sistema planetário ao redor de HR 8799 é diferente. Onze anos após as imagens do Hubble, a equipe do astrônomo David Lafreniere, da Universidade de Montreal, no Canadá, conseguiu ver o planeta com órbita maior, após analisar as fotos do Hubble com uma tecnologia que diminui o brilho da estrela e revela dados que estavam "escondidos".
Nova técnica de processamento de imagem permitiu 'ver' planetas. (Foto: R. Soummer / STScI / Nasa / ESA)Nova técnica de processamento de imagem permitiu 'ver' planetas. (Foto: R. Soummer / STScI / Nasa / ESA)
Agora, cientistas do Space Telescope Science Institute (STScI, na sigla em inglês), grupo que analisa imagens brutas obtidas por telescópios, conseguiram não só detectar o planeta mais afastado da estrela como também outros dois com órbitas menores. Eles foram coordenados pelo astrônomo Remi Soummer e melhoraram a técnica desenvolvida por Lafreniere em 2009.
Somente o quarto planeta, o mais próximo de HR 8799, permanece sem ser visualizado. Este astro foi conhecido somente em 2010 e os astrônomos conseguem dizer apenas a distância que ele mantém da estrela: 2,4 bilhões de quilômetros.
Os três planetas mais afastados têm órbitas que duram de 100 a 400 anos. Para conhecer a trajetória desses astros, os cientistas precisam esperar muito tempo. Mas o aproveitamento dos dados do Hubble permitiu conhecer quais eram as posições dos planetas há 13 anos.
Para Soummer, sem os dados do Hubble, os astrônomos teriam de esperar mais uma década para chegar às mesmas conclusões. Agora, a equipe do STScI quer estudar outras 400 estrelas também registradas nos arquivos antigos do telescópio espacial.
FONTE: 
G1

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vénus também tem uma camada de ozônio na atmosfera

Uma sonda da Agência Espacial Europeia (ESA) descobriu que Vénus também possui uma camada de ozono na atmosfera. Analisar as suas propriedades e compará-las às camadas encontradas na Terra e em Marte deve ajudar os astrónomos a refinar as buscar por vida noutros planetas.


A informação foi obtida graças a um instrumento da sonda Vénus Express, que analisa a luz das estrelas em busca de impressões digitais características de gases na atmosfera. O ozono foi detectado porque absorve parte da luz ultravioleta emitida pelas estrelas.
O ozono é uma molécula que contém três átomos de oxigénio. De acordo com modelos científicos, o ozono em Vénus é formado pela quebra das moléculas de dióxido de carbono pela luz solar, que lança átomos de oxigénio.
Esses átomos são carregados por ventos na atmosfera, combinando-se para formar moléculas com dois átomos de oxigénio ou com três átomos de ozono.
Segundo o investigador Franck Montmessin, da ESA, a detecção traz uma compreensão maior sobre a química da atmosfera de Vénus e também pode ser útil para procurar vida noutras partes do Universo.





O que é Camada de Ozônio:


A camada de ozônio é uma espécie de capa composta por gás ozônio (O3), sendo responsável por filtrar cerca de 95% dos raios ultravioleta B (UVB) emitidos pelo Sol que atingem a Terra. Essa camada é de extrema importância para a manutenção da vida terrestre, pois caso ela não existisse, as plantas teriam sua capacidade de fotossíntese reduzida e os casos de câncer de pele, catarata e alergias aumentariam, além de afetar o sistema imunológico.




FONTE: 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Astrônomos que estudam a expansão cada vez maior do Universo levam o prêmio Nobel de Física

Os astrônomos americanos Saul Perlmutter, Brian P. Schmidt e Adam G. Riess, que estudam a aceleração do Universo a partir da observação de supernovas ganharam o prêmio Nobel de Física deste ano, anunciado nesta terça-feira (4), em Estocolmo, capital da Suécia.
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Uma supernova é um potente aumento de luminosidade de uma grande estrela, devido a sua explosão.
- Eles estudaram dezenas de explosões de estrelas, chamadas supernovas, e descobriram que o universo se expande a uma velocidade em permanente aceleração.
Perlmutter, da Universidade da Califórnia, ficou com metade do prêmio. A outra parte será dividida entre Schmidt, da Universidade Nacional Australiana, e Riess, da Universidade Johns Hopkins.
A expansão do Universo é um assunto estudado por quase um século, mas o trio conseguiu provar que esse ritmo é cada vez maior.
Uma equipe liderada por Perlmutter e outra coordenada por Schmidt, em que Riess teve um papel crucial, mapearam o Universo localizando as supernovas mais distantes. Eles usaram os telescópios terrestres e espaciais mais sofisticados, bem como computadores superpotentes e sensores de imagem digital para montar um esquema como se fosse um gigante quebra-cabeça.
Ao todo, as duas equipes encontraram mais de 50 exemplares de um tipo específico de supernova distante. Sua luz era mais fraca do que o esperado, o que foi um sinal para ambos os grupos de pesquisa de que a expansão do Universo estava aumentando.
Segundo comunicado divulgado pela organização do Nobel, "a descoberta de que essa expansão está se acelerando é espantosa".
- Se a expansão continuar a se acelerar, o Universo vai se acabar em gelo.
No ano passado o prêmio Nobel de Física foi dado aos russos Andre Geim e Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester, no Reino Unido.
Eles estudaram o grafeno, um material supercondutor composto por apenas uma camada de átomos de carbono que se organizam em forma hexagonal.

O grafeno pode ser usado em painéis de luz, células solares, componentes eletrônicos e na produção de telas sensíveis ao toque flexível.

Como condutor de eletricidade, ele funciona tão bem como o cobre e na condução do calor, o grafeno supera todos os outros materiais conhecidos, além de ser quase totalmente transparente e tão denso que nem mesmo o hélio, o menor átomo de gás, pode passar por ele.

Em 2004, a dupla foi a primeira a isolar e identificar propriedades do grafeno, forte candidato a substituir o silício na computação.
Vencedores levam juntos o equivalente a R$ 2,72 milhões

O prêmio consiste numa medalha de ouro, um diploma com a citação da condecoração e um valor em dinheiro, que varia de acordo com os rendimentos da Fundação Nobel, mas que normalmente fica em torno de 10 milhões de coroas suecas (R$ 2,72 milhões) - a ideia de Nobel era permitir que os homenageados continuassem a trabalhar ou pesquisar sem pressões financeiras.

Os prêmios são concedidos para realizações em:

Nobel de Física e Nobel de Química (decididos pela Academia Real das Ciências da Suécia)
Nobel de Fisiologia/Medicina (decidido pelo Karolinska Institutet)
Nobel de Literatura (decidido pela Academia Sueca)
Nobel da Paz (decidido por um comitê designado pelo parlamento norueguês)

O Prêmio Nobel pode ser ganho individualmente ou repartido entre até três pessoas. Pode não ser concedido num ano, o que permite a concessão de dois prêmios da mesma categoria no ano seguinte. Além disso, o prêmio em determinado campo pode não ser concedido por um ano ou mais - o que ocorre mais frequentemente com o Nobel da Paz.

Cada comitê manda convites aos meios científicos de vários países, para que digam quais são seus eventuais candidatos. As nomeações são recebidas pelos comitês e, depois de serem estudadas e analisadas por especialistas, são transmitidas às instituições, que votam para escolher os vencedores.

Os homenageados têm o direito de recusar os prêmios. Mas as recusas só ocorreram por pressões políticas - como em 1937, quando Hitler proibiu os alemães de receberem o Prêmio Nobel, porque ficou irritado quando o Prêmio da Paz de 1935 foi concedido a Carl Von Ossietz, um jornalista antinazista que tinha revelado os planos secretos de rearmamento da Alemanha.

FONTE: r7.com

A Terra está em perigo

Dos quase 20.000 asteróides que rondam o planeta, cerca de 981 são muito perigosos. Alguns  poderão ter mais de 10 quilómetros de diâmetro, semelhantes aos que causaram a extinção dos dinossauros há milhões de anos. 

Afinal, os asteróides entre 100 e 1.000 metros de diâmetro que rondam o planeta não são 35.000, como era suposto, mas sim apenas cerca de 20.000. O risco de colisão também é mais pequeno do que era estimado até agora. O problema é que 981 (pensava-se que fossem 1000) são de grandes dimensões e podem, de facto, chegar a ameaçar a Terra.
As novas observações desses corpos celestes - que orbitam a uma distância máxima do sol de 195 milhões de quilómetros e se aproximam da órbita terrestre - foram feitas pelo satélite Wise, da NASA, que observou mais de 100.000 asteróides na cintura entre Marte e Júpiter, 585 dos quais estão próximos da Terra.
Os resultados  do estudo dirigidos pelo cientista Amy Maizer, investigador da NASA, foram publicados no "Astrophysical Journal".
 Na hipótese de colisão de um asteróide com o planeta, toda a Terra seria afetada

NASA LOCALIZOU 90% DOS 981 ASTERÓIDES DE GRANDE DIMENSÃO


"Este programa permite-nos fazer uma mostra mais completa da quantidade de asteróides que rondam a Terra e estimar da forma mais precisa possível a sua população total", enfatizou Amy Mainzer.
A NASA, em colaboração com outros organismos, localizou mais de 90% dos 981 asteróides de grande tamanho. Ou seja, 911.
O estudo permite concluir que o risco de colisão com a Terra é inferior ao que se pensava. No entanto, a maior parte desses asteróides, ou seja, cerca de 15.000, está ainda por descobrir. O que significa que são necessários mais estudos para avaliar o risco que representam. 
Recorde-se que os dinossauros foram extintos há milhões de ano devido - a teoria mais corrente - à colisão de um asteróide de mais de 10 quilómetros de diâmetro com a Terra. Acredita-se que muitos dos 981 asteróides que rondam o planeta terão dimensão semelhante.

FONTE: 

Expresso

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Cientistas registam buraco na camada do ozono agora sobre o Ártico

Ozono sobre o Ártico está a desaparecer (Foto Nasa) (foto D.R.)
Um estudo da NASA, divulgado este domingo agora no Ártico um buraco semelhante ao observado há alguns anos no Antártico.

Pela primeira vez, a destruição da camada de ozono no Ártico foi tão grande que os cientistas registaram um buraco semelhante ao da Antártida: cerca de 80 por cento do gás que protege o Pólo Norte da radiação ultravioleta foi perdido.

Ao mesmo tempo, partes da Gronelândia, Rússia e Noruega ficaram mais expostas à radiação.

As pesquisas realizadas detectaram entre Dezembro de 2010 e Abril de 2011 uma combinação de ventos fortes e frio intenso e contínuo na alta atmosfera acima do Ártico, algo que nunca havia acontecido. De acordo com o estudo, raramente as condições atmosféricas acima do Ártico causam um buraco na camada.



FONTE: 
http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=290795

Telescópio desvenda buraco negro gigante



Uma equipe utilizando imagens obtidas pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa, obteve dados inéditos sobre os arredores de um buraco negro gigante.
A 500 milhões de anos-luz, no centro da galáxia Markarian 509, ele possui 300 vezes a massa do Sol e está ganhando ainda mais massa, se alimentando de um disco de matéria ao seu redor.
O Markian foi escolhido pelas medições irregulares do seu brilho, que indicam muita turbulência.  Grandes quantidades de gás são expelidas pelo buraco, ao mesmo tempo que uma corona de gás muito quente se forma sobre o disco de matéria.
Para estudar o corpo, a equipe liderada por Jelle Kaastra, do Instituto de Pesquisa Espacial Holandês, utilizou imagens do Hubble e de outros equipamentos da Nasa, capazes de fotografar infravermelho, ultravioleta, raios-X e raios gama.
O estudo com os resultados sera divulgado em sete trabalhos na Astronomy and Astrophysics.
buraco negro


domingo, 25 de setembro de 2011

Missão da NASA pode contaminar Marte

www.superastronomia.blogspot.com


A panspermia é uma teoria que defende que a vida na Terra começou por causa de um meteoro que atingiu o planeta há bilhões de anos atrás. Ele teria trazido as primeiras bactérias, que teriam colonizado o planeta. Até hoje não existe nada que comprove a teoria. No entanto, estamos a ponto de comprovar que ela valeria no sentido inverso. A próxima nave enviada da Terra em direção a Marte pode carregar acidentalmente micróbios que vão colonizar o planeta vermelho.

Pelo menos é o que diz um estudo dos microbiólogos Andrew Schuerger e Krystal Kerney, que trabalham no Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida. Eles simularam as condições que a Curiosity, o veículo que a NASA enviará ao planeta em agosto de 2012, irá enfrentar e descobriram que ela pode sim levar vida até Marte.

As chances, no entanto, são baixas. Antes de sair da Terra, os veículos espaciais costumam ser esterilizados até 4 vezes, para evitar esse tipo de contágio. Além disso, os micróbios que sobreviverem ao procedimento têm de enfrentar a radiação e os raios cósmicos que receberão no espaço – 75% deles morreriam nesse estágio. E as bactérias que conseguissem chegar até Marte ainda teriam que resistir às condições nada amigáveis do planeta, com altíssimos graus de radiação ultra-violeta e concentração de dióxido de carbono na atmosfera.
Editora Globo
A Curiosity irá usar um paraquedas para pousar suavemente direto no solo de Marte. É esse contato imediato com o chão que pode proteger as bactérias. Os veículos que foram enviados anteriormente ao planeta desciam em plataformas de pouso, onde ficavam por alguns dias antes de explorar o solo. Quando simularam as condições dessas plataformas por 6 horas, os cientistas viram que 96,6% das bactérias foram mortas. Segundo os pesquisadores, com mais de um dia de exposição, não haveria sobreviventes.

Mas, ao simular o contato direto da Curiosity, eles descobriram que o solo e a poeira do planeta poderiam servir de proteção aos micróbios. Na simulação, 31,7% das amostras mostraram o aumento do número de bactérias após o pouso. Depois de 24 horas de exposição às condições de Marte, o nível de contaminação diminuiu 50%, mas ainda era alarmante. Agora, eles pretendem simular as condições do planeta por 8 dias, para ver se ainda existiriam sobreviventes.



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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Telescópio da Nasa permite estudos mais precisos de buraco negro


Dados obtidos pelo Wise, um telescópio espacial da Nasa que usa raios infravermelhos para observar o universo, possibilitaram uma nova pesquisa sobre um buraco negro, o GX 339-4, que fica a mais de 20 mil anos-luz da Terra.
O fenômeno já foi estudado anteriormente por outros cientistas, mas ainda não se sabe detalhes sobre ele. Na base do buraco negro, de onde saem os raios mais brilhantes, é difícil fazer as medições.
“Imagine como seria se nosso Sol tivesse estouros repentinos e aleatórios, ficando três vezes mais brilhante em questão de horas e apagando de novo. É o tipo de comportamento que vemos nesses jatos”, disse Poshak Gandhi, da Jaxa, agência espacial japonesa, autor do estudo.
“Com a visão infravermelha do Wise, conseguimos focar em regiões internas, perto da base do jato do buraco negro de massa estelar pela primeira vez”, completou Gandhi.
Ilustração mostra como os cientistas imaginam que seja a aparência do buraco negro GX 339-4 (Foto: Nasa)Ilustração mostra como os cientistas imaginam que seja a aparência do buraco negro GX 339-4 (Foto: Nasa)
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Satélite desgovernado: lixo espacial pode cair no Brasil

Cálculos de decaimento orbital mostram que o satélite científico UARS deverá iniciar a fase nominal da reentrada no dia 23 de setembro, às 16h00 pelo horário de Brasília. Se a previsão se confirmar, o satélite de 6 toneladas iniciará a ruptura sobre o leste da Nova Zelândia, atingindo o território brasileiro 28 minutos depois.


Previsão de reentrada satélite UARS
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Os cálculos foram feitos pelo Apolo11, baseado nos últimos elementos orbitais disponíveis na manhã de segunda-feira (19/set) e concordam com a data central de início da queda divulgada pelo Comando Estratégico de Operações Espaciais da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia, que está monitorando a reentrada do satélite.
Mais conservadora e baseada nesses mesmos dados, a agência espacial americana, Nasa, divulgou nesta segunda-feira o boletim número 4. Nele, a agência confirma a data central para o dia 23 de setembro, mas admite que a reentrada poderá adiantar ou atrasar em 1 dia.
A tolerância da agência americana para a data de reentrada é devido à necessidade de novas avaliações sobre as condições do fluxo solar, que pode aumentar ou diminuir a densidade das altas camadas da ionosfera, retardando ou adiantando a queda do satélite.
Se o instante da reentrada calculado pelo Apolo11 se confirmar, o satélite iniciará o ponto de ruptura sobre o leste da Nova Zelândia às 16h00 pelo horário de Brasília e cruzará o sul do Pacífico Oriental durante 19 minutos entre as latitudes 30s e 60s, até tocar a borda da Patagônia Chilena, na América do Sul. Em seguida os detritos espaciais cruzarão durante 4 minutos o cone sul em direção à Argentina.
Às 16h23 os fragmentos iniciam sua jornada pelo território brasileiro, cruzando o país desde o Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte, onde finaliza a passagem às 16h33.

Antes ou depois



Se a reentrada ocorrer às 16h00 do dia 22, o trajeto dos fragmentos será o mesmo, mas o satélite reentrará sobre o céu da Mongólia e os detritos poderão não ser mais vistos sobre o Brasil. O mesmo vale se a reentrada ocorrer no dia 24, mas neste caso o satélite iniciará a ruptura sobre o Rio de Janeiro, com possível queda de fragmentos sobre o oceano Atlântico até o norte da África.

Atenção



As simulações apresentadas se baseiam em dados divulgados até a manhã de segunda-feira e mostram três cenários possíveis considerando-se a ruptura nominal às 16h00, de acordo com o programa usado para o cálculo. No entanto, outros fatores poderão influenciar e alterar esse horário, principalmente as variações do fluxo solar, que ainda estão sendo avaliadas.
Mesmo com as incertezas desse tipo de cálculo, é possível que restos de lixo espacial de fato sejam vistos sobre o Brasil nas datas apresentadas, por isso é importante lembrar que caso algum fragmento seja encontrado, o melhor a fazer é não tocar no objeto e ligar para a polícia ou Defesa Civil de sua cidade.
Segundo as autoridades espaciais dos EUA, a possibilidade de um desses fragmentos atingir alguma pessoa ou propriedade é extremamente baixa e nunca houve qualquer relato de vítima desde o começo da era espacial, nos anos de 1950. Dados estatísticos mostram que a chance de alguma pessoa ser atingida por algum fragmento desse tipo é da ordem de 1 em 3200.



FONTE: superastronomia.blogspot.com

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Astrônomos descobrem planeta com dois sóis como em Star Wars

Astrônomos americanos anunciaram a descoberta, nesta quinta-feira, do primeiro planeta em órbita de dois sóis, muito similar àquele onde vivia Luke Skywalker, protagonista da sérieStar Wars (ou Guerra nas Estrelas, como os primeiros filmes foram traduzidos no Brasil), segundo um estudo publicado na revista científica Science.



No filme, o planeta natal de Skywalker, Tatooine, era quente e desértico, mas este planeta, denominado Kepler-16b, é um mundo congelado, com tamanho similar ao de Saturno, que orbita dois sóis em um círculo quase perfeito, a cerca de 200 anos-luz de distância. Na série criada por George Lucas também há um planeta congelado, chamado Hoth.
O planeta foi avistado pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa, que monitora o brilho de 155 mil estrelas, destacou a pesquisa. O co-autor da pesquisa, Alan Boss, do Departamento de Ciência de Magnetismo Terrestre, da Carnegie Institution, se disse espantado com o planeta.
– Esta descoberta é assombrosa. Mais uma vez, o que costumava ser ficção científica, virou realidade.
Embora astrônomos já tenham detectado planetas que eles acreditavam orbitar duas estrelas, nunca antes um planeta foi visto passando diante de seus dois sóis. Desta forma, esta descoberta traz a primeira prova real.

O co-autor do estudo, Josh Carter, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica disse:
– O Kepler-16b é o primeiro exemplo confirmado, não ambíguo, de um planeta circumbinário - um planeta que orbita não uma, mas duas estrelas. Mais uma vez, achamos que nosso sistema solar é apenas um exemplo da variedade de sistemas planetários que a natureza pode criar.

Se Kepler-16b fosse habitado, as pessoas poderiam assistir a dois poentes, mas um cenário tal é altamente improvável, por causa da temperatura extremamente fria na superfície do planeta, que oscila entre -73 e -101 graus Celsius.
O clima gelado se deve, provavelmente, ao fato de que mesmo que o planeta tenha dois sóis que ele orbita a cada 229 dias e uma distância de 105 milhões de quilômetros, eles são menores e mais frios que o nosso sol.
Um dos sóis de Kepler-16b tem 20% a massa do nosso e o outro, 69%.
Enquanto o planeta os orbita, os dois sóis dançam um com o outro em uma "órbita excêntrica de 41 dias", destacou o estudo, chefiado pelo cientista Laurance Doyle, do Instituto SETI (sigla em inglês para Busca por Vida Extraterrestre), da Califórnia.

FONTE: superastronomia.blogspot.com