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domingo, 6 de março de 2011

Vaivém secreto em órbita

A United launch Alliance (ULA) levou a cabo o lançamento do segundo veículo X-37B OTV (Orbital Test Vehicle), um pequeno vaivém espacial não tripulado que irá levar a cabo uma missão militar em órbita cuja duração não está definida.
Sendo uma missão militar, é desconhecida a carga transportada a bordo do X-37B no entanto crê-se que essa carga é composta por instrumentos de observação óptica e electrónica capazes de detectar as comunicações e dados no solo.
O lançamento teve lugar às 2246UTC do dia 5 de Março de 2011 após um adiamento de 24 horas devido ao mau tempo. O X-37B OTV-2 foi lançado por um foguetão Atlas-V a partir do Complexo de Lançamento SLC-41 do Cabo Canaveral, Florida.

Fonte: Blog de Astronomia

OPTIMUS PRIME

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Já temos escrito bastante sobre as Vantagens da Exploração Espacial – sobretudo em termos de coisas que utilizamos no dia-a-dia que nunca existiriam se não explorássemos o espaço (sobretudo com a NASA).
A NASA tem dois concursos sobre isso, chamados Optimus Prime, que se destina aos alunos de escolas primárias e secundárias.
Os vencedores foram anunciados esta semana.
O vencedor vindo da escola primária fez um trabalho sobre como a NASA cria roupas que nos protegem dos raios ultravioleta (que provocam cancro da pele).
O vencedor da escola secundária fez um trabalho sobre como o Telescópio Espacial Hubble ajuda a proteger as espécies em perigo de extinção.

Fonte: Blog de Astronomia



sábado, 5 de março de 2011

Crateras marcianas com nomes portugueses: a cratera Aveiro

Provavelmente muitos de vós desconhecem o facto de existirem crateras em Marte cuja designação oficial teve origem em localidades portuguesas.
A nomenclatura das formações geológicas dos planetas e satélites do Sistema Solar está a cargo do Working Group for Planetary System Nomenclature (WGPSN) da União Astronómica Internacional (UAI), e respeita um conjunto de regras e convenções bem definidas. No caso do planeta vermelho, as crateras com um diâmetro inferior a 60 km recebem os nomes de cidades e vilas de todo o mundo com menos de 100 mil habitantes. Como demonstra uma rápida busca no site do WGPSN, são 4 as crateras marcianas com nomes de localidades de Portugal. Estes locais não receberam até hoje grande atenção por parte da comunidade científica, mas não deixam ainda assim de estimular a minha curiosidade relativamente ao seu aspecto. Tive de me embrenhar nas bases de dados das diversas missões a Marte para encontrar imagens destas estruturas, e descobrir alguns aspectos interessantes da sua geologia. Foi este o pretexto para iniciar convosco um pequeno périplo por estes locais, uma viagem com partida na cratera Aveiro
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Fonte: Blog de Ciência

sexta-feira, 4 de março de 2011

Componente de meteoritos importante para o aparecimento da vida na Terra

A análise de um meteorito mostrou que estas rochas vindas do espaço forneceram quantidades apreciáveis de amónia à Terra, uma molécula fundamental para a formação das moléculas da vida como os aminoácidos ou o ADN. A descoberta foi publicada ontem na revista Proceedings of The National Academy of Science.


                                                
                                                                 Fonte : Blog de Ciencia

quinta-feira, 3 de março de 2011

Afinal, os Maias previram o quê ?

calendario maia

Começo com um pouco de história sobre um povo com capacidades extraordinárias. De entre as civilizações mesoamericanas, a dos maias foi a que se manteve por mais tempo. Ainda existem cerca de 6 milhões de maias no México, Guatemala, Belize e Honduras. A sua época áurea remonta entre 250 a 900. Os maias mapearam passagens de objectos celestes. Os seus almanaques prevêem eclipses e as posições de Vénus e de Marte.
A astronomia maia sobreviveu ao tempo. Contudo, a sua mitologia também sobreviveu. Os movimentos do Sol, Lua e Vénua eram considerados movimentos dos deuses. A astronomia estava inserida num sistema de crenças e rituais religiosos que incluíam sacrifícios e guerras. A sorte ou o azar de quem vivia naquela sociedade dependia das interpretações dos xamãs sobre o movimento dos astros. Havia a obsessão em descobrir relações numéricas entre os movimentos dos planetas e ciclos religiosos.
Os maias acreditavam que o Universo era plano e quadrado e o Sol girava em torno da Terra. Havia o submundo, dominado pelos deuses da morte. O céu pertencia ao Sol e a Itzamna. Quando escurecia, os maias podiam ver as acções dos deuses nos desenhos das estrelas como o desenrolar de uma narrativa.

Os calendários Maias:

contagem longa – com anos de 360 dias
cíclico – combinação de outros dois calendários:
tzolkin – 260 dias, religioso
haab – 365 dias, civil

Os 260 dias do tzolkin representa o número de dias em que o Sol passa pelo zénite em algumas das cidades. Outra explicação para este calendário é o número de dias em que Vénus está visível. A combinação tzolkin-haab traduzia-se em repetição de datas a cada 18980 dias (73 tzolkin eram 52 haab).
Outras datas estavam relacionadas a observações astronómicas. Vénus demorava 584 dias a completar o seu período sinódico (a voltar à mesma posição no céu). Após cinco ciclos venuzianos, tanto Vénus como a Terra voltavam à mesma posição relativamente às estrelas.
O objectivo do calendário de contagem longa era o de registar factos históricos de forma linear sem a repetição de datas que os calendários de contagem curta obrigam. Neste calendário, de 360 dias, o dia era kim, o mês era uinal e tinha 20 kim. O ano, tuin, tinha 18 uinais para totalizar os 360 kim.
Daqui nada ressalta que em 2012 haverá algum evento destruidor.
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A precisão dos Maias é algo que nos deixa perplexo. Ora reparem:
O haab, com 365 dias, ficava desencontrado do ano solar real a cada quatro anos. Para comparar a precisão maia vamos usar o nosso calendário gregoriano. Com os anos bisextos, e não só, o nosso calendário perde 1 dia a cada 3300 anos. Mais em pormenor, um ano, no calendário gregoriano tem 365,24250 dias, o ano solar tem 365,24219 dias.
Inscrições nas ruínas de Palenque mostram que os maias sabiam que 1507 anos solares correspondiam a 1508 haab. Assim, deduziram, por observação sistemática, que um ano tinha 365,242203 dias. Sabiam ainda de 46 tzolkins correspondiam a 405 ciclos lunares. No calendário de Ptolomeu temos 29,53337 dias. No calendário maia temos 29,53086. Uma precisão maior!
O segredo está na persistência e na observação sistemática dos movimentos e posições dos corpos celestes, durante muitos anos.
Enquanto isso, o segredo dos pseudo também está na persistência da loucura.
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Os mesoamericanos adoravam não só o Sol mas também os planetas (que também eram deuses).
O Planeta Vénus, para os maias, representava a guerra e era irmão do Sol. Estes dois irmãos teríam passado por provas no submundo ao disputar jogos de bola em que, quem perdesse era decapitado. Então estes dois irmãos venceram as provas e tornaram-se Vénus e Sol. Desta forma representavam sacrifícios e batalhas. Através das posições de Vénus, os mesoamericanos determinavam jogos de bola, sacrifícios e batalhas.
Marte tem um período de translação maior que o da Terra. Por esse motivo, a cada 780 dias, o nosso planeta ultrapassa Marte, que parece andar para trás, na abóbada celeste, num movimento que dura cerca de 75 dias. Para os maias Marte é uma espécie de porco “decapitado”. Uma curiosidade ressalta: 780 dias correspondem a 3 tzolkins, ou 260 dias.
Ainda relativamente a Marte, os mesoamericanos tinham interesse em calcular quanto tempo demorava até que este planeta aparecesse novamente em frente da mesma constelação. Calcularam e chegaram ao número de 702 dias, intercalado com 540 a cada sete ou oito anos.
Algumas das constelações dos maias seríam escorpião, jaguares, serpente, morcego, tartaruga e tubarão. Tinham também um gémeos, em que um era porco.
Em suma, os maias eram obcecados em comparar dados e recolher informação sistemática. É como medir tudo em minha casa e fazer comparações com tudo isso. Muito bem, a TV mede 63cm, a secretária 234, 234/63=3,71 que é a medida da espessura do meu telemóvel. Isto quer dizer alguma coisa, para além de ser uma observação meticulosa? Para os pseudo pode querer dizer que um lápis gigante vais riscar as paredes da minha casa no dia 4 de Abril de 2013? Não me parece. Mas há quem acredite! Há quem encontre mensagens subliminares em qualquer coisa, até em canetas BIC!


Fonte:
SCIAM especial “Etnoastronomia”, “Astronomia Maia”, Bruno Maçaes.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Segundo passeio espacial para os astronautas do Discovery


Os astronautas Steven Bowen e Alvin Drew realizaram com êxito a segunda actividade extraveícular da missão STS-133. Este passeio espacial teve uma duração de 6 horas e 14 minutos tendo começado às 1542UTC e terminando às 2157UTC.
Durantes esta saída para o exterior da ISS os dois homens levaram a cabo várias tarefas de manutenção da estação espacial, «despejando» uma quantidade de amoníaco residual para o espaço a partir de um módulo de bombagem que está avariado e que foi colocado em posição durante a primeira AEV no dia 28 de Fevereiro,  instalarem uma câmara e uma protecção de lente numa extensão do Canadarm2, instalaram uma outra protecção de lente no Canadarm2, recolheram uma plataforma de montagem de experiências, instalaram um sistema de iluminação no veículo de transporte, além de outras tarefas.
Esta foi a 155ª actividade extraveícular dedicada à montagem ou manutenção da ISS, acumulando-se um total de 973 horas e 53 minutos.
Para Steve Bowan esta foi a 7ª excursão espacial, acumulando 47 horas e 18 minutos, enquanto que para Alvin Drew este passeio espacial foi a sua 2ª actividade extraveícular, acumulando assim um total de 12 horas e 48 minutos.
Imagem: NASATV

terça-feira, 1 de março de 2011

Sol em 2016

Há 2 anos atrás, andávamos aqui no blog constantemente a dar notícias sobre como o Sol estava a atravessar um período muito calmo.
Apesar do ciclo solar continuar, o certo é que havia um abrandamento do “poder” das explosões solares.
Claro que estas eram notícias científicas que iam contra a ideia de que o Sol iria acabar com o planeta em2012, por isso os pseudo faziam de conta que estas notícias não existiam.
Devido a esse período brando do Sol, ficou-se a perceber que o novo máximo solar já não iria ser em 2012, mas sim em 2013. (obviamente, esta foi mais uma notícia ignorada pelos profetas da desgraça, porque não convém que as pessoas tenham este conhecimento, senão não compram os livros de mentiras sobre 2012)
Este ano temos tido muito mais notícias de fortes tempestades solares, como podem ler nesta categoria.
E, devido a isso, podemos ficar com a ideia que o Sol está a ficar incrivelmente forte.
Mas isto é mentira.
Na verdade, o Sol anda mais manso (“preguiçoso”) do que os modelos científicos previam, tendo em conta o ciclo solar. Aliás, as explosões recentes têm tido tão baixa intensidade (comparadas com há 10 anos atrás, por exemplo), que já se pensa que o pico solar (com maior intensidade) será só em 2016!!!
E agora, o que será que os vendedores de livros pseudo vão dizer?
Será que vão avisar as pessoas que realmente o Sol irá estar calmo em 2012? Ou será que vão ignorar mais esta notícia científica, porque não lhes convém em termos de vender o medo irracional? Aposto, obviamente, na 2ª hipótese.
Será que vão agora escrever livros a dizer que os Maias estavam enganados? Se o fizerem, então será novamente só para vender livros (tal como nos livros anteriores em que disseram que eles previram isso), porque os Maias não estavam enganados. Simplesmente, os Maias nunca falaram disso.
A verdade é só uma: o Sol ainda é muito mal compreendido.
Em 1980, ainda nem sequer sabíamos dos efeitos das “solar flares” (tempestades solares na nossa direcção), por exemplo.
Hoje, ainda existem assuntos solares misteriosos para nós, e não compreendemos totalmente os efeitos do Sol.
Mas de uma coisa temos a certeza: só a ciência nos poderá dar as respostas e nos permitirá compreender melhor os ciclos e efeitos solares.


Fonte: Blog AstroPT