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domingo, 25 de setembro de 2011

Missão da NASA pode contaminar Marte

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A panspermia é uma teoria que defende que a vida na Terra começou por causa de um meteoro que atingiu o planeta há bilhões de anos atrás. Ele teria trazido as primeiras bactérias, que teriam colonizado o planeta. Até hoje não existe nada que comprove a teoria. No entanto, estamos a ponto de comprovar que ela valeria no sentido inverso. A próxima nave enviada da Terra em direção a Marte pode carregar acidentalmente micróbios que vão colonizar o planeta vermelho.

Pelo menos é o que diz um estudo dos microbiólogos Andrew Schuerger e Krystal Kerney, que trabalham no Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida. Eles simularam as condições que a Curiosity, o veículo que a NASA enviará ao planeta em agosto de 2012, irá enfrentar e descobriram que ela pode sim levar vida até Marte.

As chances, no entanto, são baixas. Antes de sair da Terra, os veículos espaciais costumam ser esterilizados até 4 vezes, para evitar esse tipo de contágio. Além disso, os micróbios que sobreviverem ao procedimento têm de enfrentar a radiação e os raios cósmicos que receberão no espaço – 75% deles morreriam nesse estágio. E as bactérias que conseguissem chegar até Marte ainda teriam que resistir às condições nada amigáveis do planeta, com altíssimos graus de radiação ultra-violeta e concentração de dióxido de carbono na atmosfera.
Editora Globo
A Curiosity irá usar um paraquedas para pousar suavemente direto no solo de Marte. É esse contato imediato com o chão que pode proteger as bactérias. Os veículos que foram enviados anteriormente ao planeta desciam em plataformas de pouso, onde ficavam por alguns dias antes de explorar o solo. Quando simularam as condições dessas plataformas por 6 horas, os cientistas viram que 96,6% das bactérias foram mortas. Segundo os pesquisadores, com mais de um dia de exposição, não haveria sobreviventes.

Mas, ao simular o contato direto da Curiosity, eles descobriram que o solo e a poeira do planeta poderiam servir de proteção aos micróbios. Na simulação, 31,7% das amostras mostraram o aumento do número de bactérias após o pouso. Depois de 24 horas de exposição às condições de Marte, o nível de contaminação diminuiu 50%, mas ainda era alarmante. Agora, eles pretendem simular as condições do planeta por 8 dias, para ver se ainda existiriam sobreviventes.



FONTE:
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nasa "perdoa" asteróide Baptistina por extinção dos dinossauros

A queda do asteróide Baptistina na Terra, há 65 milhões de anos, pode não ter sido a causa do desaparecimento dos dinossauros, segundo estudo baseado em observações recentes captadas pela sonda WISE e divulgado nessa segunda-feira pela Nasa (agência espacial americana).

Os cientistas têm certeza de que um grande asteróide atingiu o planeta e provocou a morte dos répteis gigantes, mas desconhecem sua origem exata. Em 2007, um estudo realizado com telescópios terrestres, feito pelo Instituo de Pesquisa de Southwest, no Colorado, apontou como suspeito pela extinção dos dinossauros um corpo celeste do tipo Baptistina, situado no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.
Segundo essa teoria, o corpo celeste se chocou contra outro asteróide do cinturão há 160 milhões de anos, que se despedaçou em fragmentos gigantescos. Um deles acabou atingindo a Terra, no que hoje é península de Yucatã, no México, e causou a morte dos répteis.
No entanto, observações realizadas com instrumentos infravermelhos da sonda WISE afastaram essa possibilidade, deixando sem resposta um dos grandes mistérios do universo.
Durante mais de um ano uma equipe da Nasa estudou 120 mil asteróides, entre eles 1.056 da família Baptistina, e constatou que a quebra do asteróide cujo pedaço atingiu a Terra aconteceu há 80 milhões de anos, metade do tempo sugerido anteriormente.
A pesquisa mostrou que se esse asteróide fosse o culpado da extinção, ele teria que ter se chocado contra a Terra em menos tempo do que se acreditava anteriormente. Segundo a principal cientista do projeto, Amy Mainzer, não houve tempo para que o corpo celeste provocasse o fim do período Cretáceo.

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Telescópio da Nasa permite estudos mais precisos de buraco negro


Dados obtidos pelo Wise, um telescópio espacial da Nasa que usa raios infravermelhos para observar o universo, possibilitaram uma nova pesquisa sobre um buraco negro, o GX 339-4, que fica a mais de 20 mil anos-luz da Terra.
O fenômeno já foi estudado anteriormente por outros cientistas, mas ainda não se sabe detalhes sobre ele. Na base do buraco negro, de onde saem os raios mais brilhantes, é difícil fazer as medições.
“Imagine como seria se nosso Sol tivesse estouros repentinos e aleatórios, ficando três vezes mais brilhante em questão de horas e apagando de novo. É o tipo de comportamento que vemos nesses jatos”, disse Poshak Gandhi, da Jaxa, agência espacial japonesa, autor do estudo.
“Com a visão infravermelha do Wise, conseguimos focar em regiões internas, perto da base do jato do buraco negro de massa estelar pela primeira vez”, completou Gandhi.
Ilustração mostra como os cientistas imaginam que seja a aparência do buraco negro GX 339-4 (Foto: Nasa)Ilustração mostra como os cientistas imaginam que seja a aparência do buraco negro GX 339-4 (Foto: Nasa)
FONTE: superastronomia.blogspot.com

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Satélite desgovernado: lixo espacial pode cair no Brasil

Cálculos de decaimento orbital mostram que o satélite científico UARS deverá iniciar a fase nominal da reentrada no dia 23 de setembro, às 16h00 pelo horário de Brasília. Se a previsão se confirmar, o satélite de 6 toneladas iniciará a ruptura sobre o leste da Nova Zelândia, atingindo o território brasileiro 28 minutos depois.


Previsão de reentrada satélite UARS
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Os cálculos foram feitos pelo Apolo11, baseado nos últimos elementos orbitais disponíveis na manhã de segunda-feira (19/set) e concordam com a data central de início da queda divulgada pelo Comando Estratégico de Operações Espaciais da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia, que está monitorando a reentrada do satélite.
Mais conservadora e baseada nesses mesmos dados, a agência espacial americana, Nasa, divulgou nesta segunda-feira o boletim número 4. Nele, a agência confirma a data central para o dia 23 de setembro, mas admite que a reentrada poderá adiantar ou atrasar em 1 dia.
A tolerância da agência americana para a data de reentrada é devido à necessidade de novas avaliações sobre as condições do fluxo solar, que pode aumentar ou diminuir a densidade das altas camadas da ionosfera, retardando ou adiantando a queda do satélite.
Se o instante da reentrada calculado pelo Apolo11 se confirmar, o satélite iniciará o ponto de ruptura sobre o leste da Nova Zelândia às 16h00 pelo horário de Brasília e cruzará o sul do Pacífico Oriental durante 19 minutos entre as latitudes 30s e 60s, até tocar a borda da Patagônia Chilena, na América do Sul. Em seguida os detritos espaciais cruzarão durante 4 minutos o cone sul em direção à Argentina.
Às 16h23 os fragmentos iniciam sua jornada pelo território brasileiro, cruzando o país desde o Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte, onde finaliza a passagem às 16h33.

Antes ou depois



Se a reentrada ocorrer às 16h00 do dia 22, o trajeto dos fragmentos será o mesmo, mas o satélite reentrará sobre o céu da Mongólia e os detritos poderão não ser mais vistos sobre o Brasil. O mesmo vale se a reentrada ocorrer no dia 24, mas neste caso o satélite iniciará a ruptura sobre o Rio de Janeiro, com possível queda de fragmentos sobre o oceano Atlântico até o norte da África.

Atenção



As simulações apresentadas se baseiam em dados divulgados até a manhã de segunda-feira e mostram três cenários possíveis considerando-se a ruptura nominal às 16h00, de acordo com o programa usado para o cálculo. No entanto, outros fatores poderão influenciar e alterar esse horário, principalmente as variações do fluxo solar, que ainda estão sendo avaliadas.
Mesmo com as incertezas desse tipo de cálculo, é possível que restos de lixo espacial de fato sejam vistos sobre o Brasil nas datas apresentadas, por isso é importante lembrar que caso algum fragmento seja encontrado, o melhor a fazer é não tocar no objeto e ligar para a polícia ou Defesa Civil de sua cidade.
Segundo as autoridades espaciais dos EUA, a possibilidade de um desses fragmentos atingir alguma pessoa ou propriedade é extremamente baixa e nunca houve qualquer relato de vítima desde o começo da era espacial, nos anos de 1950. Dados estatísticos mostram que a chance de alguma pessoa ser atingida por algum fragmento desse tipo é da ordem de 1 em 3200.



FONTE: superastronomia.blogspot.com

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Cápsula russa com astronautas pousa com segurança


A cápsula espacial russa Soyuz com três astronautas a bordo pousou com segurança no Cazaquistão nesta sexta-feira, depois de deixar outra equipa de três tripulantes na Estação Espacial Internacional.

O astronauta norte-americano Ron Garan e os cosmonautas russos Andrey Borisenko e Alexander Samokutyaev, que estavam na estação desde abril, pareciam estar bem de saúde depois de pousar na estepe cazaque às 9h59 (4h59, horário de Angola).
"Podemos confirmar agora o pouso do Soyuz TMA-21", disse um apresentador da televisão da Nasa, que depois descreveu o pouso como uma "aterrissagem certeira".

A cápsula Soyuz pousou de lado, levantando nuvens de poeira ao chegar na estepe, 148 quilómetros a sudeste da cidade de Zhezkazgan.

Samokutyaev foi o primeiro a sair da nave, aparentemente animado enquanto um médico realizava exames iniciais, revelaram imagens divulgadas pela emissora da Nasa.

Garan foi o segundo a ser retirado, seguido pelo ex-comandante da estação, Borisenko, que fez o sinal de "jóia" antes de ser transportado, junto aos colegas, em sua cadeira até um hospital temporário para mais exames.

Equipas de resgate anexaram um retrato do engenheiro soviético Sergei Korolyov e do cosmonauta Iuri Gagarin, o primeiro homem no espaço, à cápsula. Neste ano foi comemorado o 50o aniversário da primeira viagem espacial tripulada de Gagarin.

A tripulação passou 164 dias no espaço, disse a Nasa. Seus substitutos -- o engenheiro de voo da Nasa Dan Burbank e os cosmonautas Anton Shkaplerov e Anatoly Ivanishin -- deveriam chegar em 24 de setembro à Estação Espacial Internacional, um projecto de 100 biliões de dólares envolvendo 16 países.

Mas seu voo foi adiado depois de um acidente na base de descolagem, em 24 de agosto, com uma nave russa de carga que iria para a estação.

Brubank, Shkaplerov e Ivanishin deverão agora partir em 14 de novembro. No momento, permanecem na estação apenas três -- o comandante Mike Fossum, o engenheiro japonês de voo Satoshi Furukawa e o cosmonauta russo Sergei Volkov, que deverão regressar à Terra em 22 de novembro.

O programa de vaivéns espaciais dos EUA foi encerrado em meados deste ano, e tripulações agora só chegam à estação por meio de foguetes russos. A China, o único outro país com capacidade para enviar pessoas à órbita, não é uma parceira na estação espacial.

fonte: superastronomia.blospot.com

Astrônomos descobrem planeta com dois sóis como em Star Wars

Astrônomos americanos anunciaram a descoberta, nesta quinta-feira, do primeiro planeta em órbita de dois sóis, muito similar àquele onde vivia Luke Skywalker, protagonista da sérieStar Wars (ou Guerra nas Estrelas, como os primeiros filmes foram traduzidos no Brasil), segundo um estudo publicado na revista científica Science.



No filme, o planeta natal de Skywalker, Tatooine, era quente e desértico, mas este planeta, denominado Kepler-16b, é um mundo congelado, com tamanho similar ao de Saturno, que orbita dois sóis em um círculo quase perfeito, a cerca de 200 anos-luz de distância. Na série criada por George Lucas também há um planeta congelado, chamado Hoth.
O planeta foi avistado pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa, que monitora o brilho de 155 mil estrelas, destacou a pesquisa. O co-autor da pesquisa, Alan Boss, do Departamento de Ciência de Magnetismo Terrestre, da Carnegie Institution, se disse espantado com o planeta.
– Esta descoberta é assombrosa. Mais uma vez, o que costumava ser ficção científica, virou realidade.
Embora astrônomos já tenham detectado planetas que eles acreditavam orbitar duas estrelas, nunca antes um planeta foi visto passando diante de seus dois sóis. Desta forma, esta descoberta traz a primeira prova real.

O co-autor do estudo, Josh Carter, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica disse:
– O Kepler-16b é o primeiro exemplo confirmado, não ambíguo, de um planeta circumbinário - um planeta que orbita não uma, mas duas estrelas. Mais uma vez, achamos que nosso sistema solar é apenas um exemplo da variedade de sistemas planetários que a natureza pode criar.

Se Kepler-16b fosse habitado, as pessoas poderiam assistir a dois poentes, mas um cenário tal é altamente improvável, por causa da temperatura extremamente fria na superfície do planeta, que oscila entre -73 e -101 graus Celsius.
O clima gelado se deve, provavelmente, ao fato de que mesmo que o planeta tenha dois sóis que ele orbita a cada 229 dias e uma distância de 105 milhões de quilômetros, eles são menores e mais frios que o nosso sol.
Um dos sóis de Kepler-16b tem 20% a massa do nosso e o outro, 69%.
Enquanto o planeta os orbita, os dois sóis dançam um com o outro em uma "órbita excêntrica de 41 dias", destacou o estudo, chefiado pelo cientista Laurance Doyle, do Instituto SETI (sigla em inglês para Busca por Vida Extraterrestre), da Califórnia.

FONTE: superastronomia.blogspot.com

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Astrônomos descobrem planeta que poderia abrigar vida



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Cientistas europeus descobriram um planeta a 36 milhões de anos-luz da Terra que poderia abrigar vida.

Com uma massa 3,6 vezes maior que a da Terra, o novo planeta fica em uma região considerada "habitável" por cientistas: a estreita faixa ao redor de uma estrela em que poderia haver água em estado líquido.
Batizado de HD85512b, o planeta orbita uma estrela da constelação de Vela. Ele seria quente, com temperaturas entre 30ºC e 50ºC, e muito úmido.
50 novos planetas
O novo planeta é apenas um dos 50 descobertos pelos cientistas do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), usando o telescópio Harps, que fica no deserto do Atacama, no Chile.
A descoberta foi anunciada durante um encontro de astrônomos nos Estados Unidos e será publicada na revista científica Astronomy and Astrophysics.
Desses planetas, 16 são considerados Super-Terras, planetas com uma massa maior do que a da Terra, mas menor que a de gigantes gasosos como Júpiter, considerados inapropriados para abrigar vida.

FONTE:www.superastronomia.blogspot.com